Antes só sobrava o tempo, pois na fase mais ignorante de minha vida só encontrava o EU, mascara sorrateira do ego.
Minhas ferramentas em jogo com um mundo tão antigo não sortiam efeitos. O eixo que pressionava a alto critica era guiado por sermões e ritos onde só me sobrara um livro a ler.
Chamo esse tempo de saudade ou de ingenuidade aos jovens em um mar de descobertas.
Percorri todas as linhas, com similar mistura de vontade e paixão que interpretava as palavras alheias.
Acabo encontrando dois pólos na razão, mistura cética de bem e mal, o elo sistemático que ilumina meus dias, Pobre, pop, corrupto um pan demônio em linha de montagem quase racional, ocupador das tão odiadas sinfonias plásticas.
Quanto antes chegava perto o de um pólo o outro enfraquecia. Então corri entre minha cabeça com uma vontade possessiva pelo melhor cristal o melhor vinho, e a necessidade de amor vital, melancólica macha diária entre céu e inferno.
Quanto mais pensava que sabia de tudo, mais ia me tornado um nada então improvisei e tentei não saber de nada, mais agora todos queriam saber de tudo.
Galinha Ltda. joginho criado a tempos, prelúdios dos antigos profetas. Largo tudo e vou pesquisar sobre as ditas ibogas inovadas.
Obrigo-me a fugir as presas das ciências exatas, para as mais livres montanhas, corria em frete e atrás do verdadeiro eu.
O tempo carregava o sol, e ali ingênuo, ali um louco estava, acreditando que em um topo a paz polar alcançaria.
Levei apenas papel e caneta, como todos que estivessem em meu lugar fariam,fui pra perto de deus e longe dos homens, esperançoso na busca a solução.
Mais em contraditória com os bons pensamentos, fui amarrado pelos 2 pólos, tudo que a montanha presenteava era mórbidos momentos de felicidade e grandes momentos de agonia.
Das experiências vividas, misturada meticulosa de papel e caneta nascia a palavra “revolucionista”. Uma mistura de revolucionário com evolucionista
Desço a montanha as pressas, eufórico, meus pés corriam aleatoriamente para trazer a novidade.
Ao vento palavras de libertação, ao tempo saudades nostálgicas e ao futuro o desejo pelo imprevisível amor.
Chego até a terra plaina e te encontro e em nos nasce o desejo, fraco com corpo de poeta lhe beijo. Das tuas mãos saem flechas apontando caminhos.
Eu falo prata você me responde ouro, falo em jazz e você sorri cantarolando um samba, doce mistura de tudo e nada, a ti me oferece o destino, pois deixei um velho solo de montanha para sentir as místicas novidades de um novo amor.
Amor dito coisa de poucos por muitos com pouco amor. Tão platônico e desejável que leva mais uma vez a empenho um coração evolucionista, descubro me parte da geração romancista .
Te encontro força magnetizadora tu és historia, filha do tempo par na sinfonia de dois pólos. Da filosofia, o ovo e galinha simplesmente, sol e lua, reciclável, bipolar inquestionável, moderna e antiga razão e emoção