Enrolo o tempo, aposto contra o relógio
Visto meu sobretudo negro, e caminho
É assim, não a duvida só pressagio.
O relógio jamais me agradou
Estranho, como tudo mudou
Ele não se amoldava ao irrelevante.
Viro o rosto contra a parede
Espero não ver o olhar triste
Não sou relógio e nem ousado.
Não a mais tempo nem audácia
E o poeta não sabe mais o que esperar
Congelado, sobretudo negro.