Pé de Ipê


O abraço encontra se com afeição

O poeta inerte a dama convicta

Não a fragmento de tempo que empeça

Aonde avia solidão agora haveria companhia

Sentam sob a sombra do pé de ipê

O chá das Cinco

Falam sobre o dia, nostalgia

Transformam ausência em alegria

E transformam saudade em poesia

Cortejando a encantadora

E cativado pelo olhar

Assim o poeta se sentia

Barulho de carro, gente, avião

Não incomodava, até virava melodia

Mais não sei por que a terra gira

E leva com ela os contos amasios

Pois hoje não a mais nada

O pé de ipê secou

A saudade continua

E o poema subsistiu.




Esse poema eu fiz pra minha eterna amiga, para lembrar que a muita saudade aqui.