Não tem nada haver com gripe do porco, apesar de que a ideologia se espalha feito vírus, não é pequeno ou grande nem é matéria. Então o que é?
Para que fique mais bem explicado a origem do nome psico porco resolvi dividir em três pequenas textos, dois sendo experiências e outro uma letra da banda Pink Floyd.
Para que fique mais bem explicado a origem do nome psico porco resolvi dividir em três pequenas textos, dois sendo experiências e outro uma letra da banda Pink Floyd.
• A crença e a descrença
Dês da minha infância eu sou muito ligado nesse negocio de revolução, meu pai me contava historias sobre a guerra do contestado fazendo crescer em mim uma grande revolta. Aos 13 anos de idade me apliquei nos meus próprios estudos sobre as grades do sistema, comecei lendo os infernos astrais de Paulo Coelho, até a decente realidade de Karl Marx e Nietzsche.
Eu era o garoto “Guevara”, com direito a boina com estrela vermelha, jaquetão e coturno, ouvia Rage Against, Planet Hemp, barbarizava com qualquer tradição que encontrasse, esse foi o principal motivo que fui colocado em tratamento, de psicanálise e medicamentos mesmo sendo tão novo.
Nesse processo comecei a ser convencido que tudo era super natural, que as pessoas são felizes dessa forma, e que todos deveriam dar o reto pro governo.
É, fui quase convencido, os remédios me faziam acreditar. Quase, se não fosse o quase...
Em meio desse tempestuoso amadurecimento fui apresentado à outra forma de revolução, dessa vez sem pichações e protestos, comecei a conhecer o Flower Power e fui me tornado um “hippie”, andava com um grupo de pessoas que também se achavam “hippies”, ouvia musica psicodélica me chapava de maconha e acido como meus ídolos faziam. Estudava ocultismo na busca de um poderzinho ou de uma porta que me tirasse daquela realidade maçante.
Um dia, fui ao centro da minha cidade comprar roupas e uns incensos, numa loja perguntei o preço de uma bolsa de lona de um projeto de reciclagem, ai a moça me respondeu; 110 Reais. O que? Vou pagar 110pila em um toco de lona? Sai sem falar nada, até me esqueci dos incensos fedidos.
Vim pra casa pensando. Como pode essa porra de vida hippie custar tão caro, um CD do Jethro Tull 90 Reais, um manual de Kabala 70 Reais, um toco de lona podre 110 Reais.
Começo a ser convencido da ineficiência da mente. Pois se reclamo sou considerado um vândalo, se cultuo a paz, pagarei caro por ela. Depois dizem que ideologia não tem preço
• Analítica
Era sábado de manhã, me preparava para ir para um acampamento de rock que acontece todos os anos em minha cidade eu estava eufórico e apreensivo, os meus mantimentos estavam preparados a pelo menos uns três dias, mais faltava eu buscar o ingresso e assim foi feito.
No caminho eu ia cantarolando parecia que aquele dia seria perfeito, apenas parecia, pois minhas retinas junto ao cérebro resolverão pregar uma peça, me levarão a uma odiosa analítica.
Sentado em um terminal de ônibus, começo a reparar nas pessoas que por ali circulavam, avia um garoto franzino, vestia se com roupas largas e um boné desproporcional a sua cabeça, desproporcional mesmo era a forma que ele caminhava, os braços jogados para trás e suas pernas pra frente, mais sua personalidade era tímida perdida e amedrontada, Quem é ele o Eminen? O Jay-Z? Ou apenas um latino jurando estar no Brunx?
Começo a reparar em um cidadão trajando roupa social, com uma bíblia debaixo do braço, não que eu menospreze alguma religião, mais ele realmente não era ele, caminhava do jeito que o garoto franzino tentava caminhar, encarava todos como se estivesse armado ai me pergunto; Quem é ele? O que ele quer? Ser Cristo? Ser Buda? Ou apenas é a aposentadoria de malandro?
Entrei no ônibus e começo a reparar no reflexo do vidro ali eu me projetava de ray-ban, camiseta preta e causa Jens, quem eu era, John Fogerty? Raul Seixas? Ou um preconceituoso filho da classe media?
Quanta ignorância até então! Falo da massa, sendo a massa, reclamo dos bitolados, e estou até o fundo atolado nessa maldita rock americanização.
Acordamos pela manhã escolhemos nossas mascaras e a partir daí existimos. Algumas pessoas têm o poder financeiro de escolher, mais a maioria não tem muitas escolhas e usam as mascaras mais comuns em seus mundos.
Você pode até me dizer que vale mais o sentimento que a aparência, pode falar que não acredita em nada e que você é realmente natural, então te pergunto; Natural como quem? Você se acha melhor e mais inteligente que a maioria? Você é Platão? Ou apenas um demagogo?
No fim amigo. Todos querem ser artista.
• Porcos (Três diferentes) - Pink Floyd
Homem grande, homem porco, hahah charada você é.
Seu cartola de costas quentes, hahah charada você é.
E quando sua mão está no seu coração,
Você é quase uma boa risada,
Quase um piadista,
Com sua cabeça no cesto,
Dizendo "continue cavando.”
Mancha de porqueira no seu queixo gordo.
O que você espera encontrar?
Quando você está na mina de porcos.
Você é quase uma risada,
Você é quase uma risada,
Mas você é mesmo um choro.
Traidor no ponto de ônibus, hahah charada você é.
Seu velhaco fodido, hahah charada você é.
Você irradia ondas frias de vidro quebrado.
Você é quase uma boa risada,
Quase vale um rápido sorriso
Você gosta da sensação do aço,
Você é coisa quente com um alfinete de chapéu,
E boa diversão com uma arma de mão.
Você é quase uma risada.
Você é quase uma risada
Mas você é mesmo um choro.
Ei você, Casa Branca, hahah charada você é.
Seu rato patriota da cidade, hahah charada você é.
Você está tentando manter nossos sentimentos longe das ruas.
Você é quase um deleite,
Lábios apertados e pés frios,
E você se sente abusado?
Você tem que represar a maré malvada,
E manter tudo dentro de você.
Mary você é quase um deleite,
Mary você é quase um deleite,
Mas você é mesmo um choro.
Nos três textos acima viram como o preconceito toma forma em nossa mente, no primeiro caso mostro a deficiência do ato de se afirmar perante a sociedade em caos, no segundo caso a vivencia em uma afirmação errada e no terceiro o gosto pragmático da certeza.
Psicoporco é o ponto final da resposta, é a prova de que não existe comunidade só existe unidade, quanto mais nos reservamos mais nos dividimos, fisemos tudo o que eles querem afinal o jargão sempre foi “dividir pra conquistar”.
É a Neo Religião da cultura que desencanta, é a mensagem que diz; Abram os olhos pra realidade! Somos loucos, moderados, desvairadas, religiosos, rebeldes. Vivemos todos iguais, temos as mesmas frustrações, alegrias e paradigmas, porque na verdade todos somos um. Não adianta ter o maior nível de QI ou ser o mais habilidoso dos esportistas todos somos iguais, e pagamos o um preço caro por não acreditar nisso.
