Rosas pra quê?
Dupla identidade é se
mostrar sensível em meio ao tumulto. É rastejar pela cidade cinza onde os
valores são inconfundíveis e inúteis...
Acordar pela manha e
ser poeira cósmica com virtudes e defeitos. Se sujeitar as tramóias do destino
desviando do caminho da sensibilidade inconfundível.
Tantos discursos
sobre tudo, no entanto eu passo a maior parte trancada dentro de um sentimento
imundo, prometendo ser o último. Vivendo descrente da vida apostando no futuro.
Quero me vingar. E
não tenho a quem ferir. Quero fugir. Mais não sei aonde ir. A ausência de tudo
me deixa imóvel e mudo.
Aí me pergunto; Rosas
pra que?
Até onde sei é que
tudo é o que soube até ontem.
Tire-me desse caos,
vamos partir o relógio, divida comigo seus medos... Conte-me uma historia que
eu te conto um segredo.
Aqui e ali você me
via, hora noite hora dia, eu lhe sorria, pra não ficar a chorar. Peço por
favor, que nessa vasta lista de sentimentos, escolha o amor
E me responda antes
que eu precise. Rosas para que?
Pois tudo que eu
quero é reforçar o significado das nossas coincidências tanto acordado quanto
em sonhos...